Estresse e nervosismo atrapalham a produção de leite?

É muito natural quando o leite da mamãe reduz drasticamente, que o seu bebê mude o comportamento tranquilo na amamentação e no sono, para uma postura desinquieta e ansiosa de querer mamar ainda mais. Neste momento paira uma grande nuvem desesperadora sobre a cabeça da mamãe: Por que isso esta acontecendo?
Primeiro um conceito: Maiores níveis da produção láctea ocorrem enquanto o bebê mama, pois estimula na mamãe a produção dos Hormônios Prolactina e Ocitocina que são os grandes responsáveis pela libertação do leite na mama.
O hormônio Ocitocina está ligado também a estímulos condicionantes: como a visão e o cheiro da criança, assim como a fatores emocionais: motivação, autoconfiança e tranquilidade. Mas em contrapartida, quando a mãe que amamenta vive sentimentos de ansiedade, insegurança, estresse e falta de autoconfiança, libera em seu corpo milhares de outros estímulos que podem prejudicar a sua produção láctea.
A quantidade de leite produzida varia normalmente por duas situações: o tempo que a criança mama (volume) e a frequência dessas mamadas. Neste aspecto é pertinente sempre ressaltar que o descanso da mamãe é fundamental para o sucesso pleno destas conjunturas, pois o cansaço, a má alimentação, a baixa hidratação e o déficit de sono afetam de forma indesejável na produção do leite materno.
Uma mamãe exausta por tempo prolongado tem efeitos fisiológicos não somente na amamentação, mas também no corpo de forma geral e no seu estado psicológico, que infelizmente acaba refletindo no comportamento do bebê. Neste cenário aquela criança que estava tranquila, agora se torna mais chorosa, deixando muitas vezes na lactante a sensação de está produzindo um “leite fraco”.
Diante desta falsa percepção é comum a mamãe iniciar a introdução de fórmulas ou outros leites como forma de resolver o problema, contudo o resultado desta ação será inevitavelmente a queda da produção do leite materno, pois o bebê vai mamar menos vezes no seu peito e, via de consequência, ocorrerá a diminuição dos hormônios Prolactina e Ocitocina .
O sentimento de frustração das mamães que sempre almejaram amamentar também se inicia nesse momento, por isso é de suma relevância promover uma análise da sua queixa de “pouco leite ou leite fraco” por uma Consultora em Amamentação, como forma de orientá-la para a estabilização da produção láctea.
Portanto, compartilhe este post com as pessoas que estão à sua volta, é importante para que elas saibam que também podem contribuir com aquelas mães que querem amamentar, mas estão com dificuldades na produção do leite materno.



























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