Você conhece os benefícios da Apojadura?

A amamentação acarreta muitas dúvidas para as mamães de primeira viagem e até nas que já tiveram filhos. Algumas delas acham que aquele líquido aquoso que começa a sair do seio depois do parto não serve para nada e tampouco deve ser dado para a criança. Isso é o colostro, um alimento bastante nutritivo: rico em anticorpos, água e nutrientes.
Após o nascimento, o leite não desce automaticamente. Em caso de parto normal, tende a demorar entre 48 a 72 horas para descer. No caso de cesárea, principalmente, eletiva (agendada) tende a demorar um pouco mais. Contudo mesmo que demore um tempo maior para descer, não há necessidade de dar leite artificial, pois o estômago do recém-nascido é muito pequeno e o colostro supre todas as suas necessidades alimentares, além de agir como uma vacina para o bebê indefeso. Esta etapa é considerada no meio pediátrico como sagrada!
A transição do colostro para o leite é conhecida com o nome esquisito de Apojadura, que nada mais é o afluxo volumoso de leite nos seios da mamãe, onde às vezes eles podem ficar muito inchados. Isso pode provocar dor e desconforto na mamãe, mas é fundamental pelo bom desenvolvimento do bebê que ela não desista de amamentar. Logo, acontecerá a adaptação com o processo e o desconforto sedará lugar ao sublime prazer de amamentar seu pequeno.
Uma dica importante para facilitar a apojadura é colocar o bebê em contato com o seio da mamãe na primeira hora de vida (claro, se o bebê for saudável e estiver com ritmo respiratório normal), independente se o parto foi normal ou cesariana. Pode acontecer do recém-nascido neste momento começar a lamber o seio no lugar de pegá-lo. Mas se isso ocorrer, não há motivo para preocupações, pois através do movimento do lamber ele estará pegando o seio.
Outra grande vantagem deste contato pele a pele, na primeira hora de vida do bebê, é que o estresse materno diminui consideravelmente. Estudos científicos já comprovaram que os níveis de Cortisol na mamãe, hormônio que ajuda o organismo a controlar o estresse, tendem a regularizar a patamares normais pouco tempo após este contato com o recém-nascido. Em contrapartida, o bebê ao sentir o calor, a respiração e os batimentos do coração da mamãe, fica mais calmo e favorece o cenário para o sucesso na amamentação.
No inicio da fase de apojadura a mama poderá ficar vermelha, quente e turva, devido ao processo da transição e também pelo afluxo de leite. No entanto, isto nada tem a ver com empedramento dos seios e mastite (inflamação das glândulas mamárias), pois na apojadura o bebê ao amamentar, esvazia a mama, trazendo alívio e conforto para a mamãe. Ao contrário da mama com mastite ou ingurgitada (pedrada), que deixam os seios doloridos mesmo após as mamadas.



























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